O e-commerce é uma sustentação fundamental para os pequenos varejistas. A conclusão é dos próprios donos, como Tuli Mishimura, designer e sócia-proprietária do Estúdio Tatu. Ela diz que, após 4 anos de empresa, a loja eletrônica em marketplace é a principal fonte de renda.

A ideia de montar o próprio negócio surgiu de um desejo antigo da família. Tuli já trabalhava na área de designer com casamentos e produções de alto nível. Mas tinha vontade de fazer coisas mas acessíveis ao público, financeiramente falando, e que fossem igualmente bonitas.

Ela e a irmã abriram, então, uma loja virtual e conseguiram consolidar a empresa em um estúdio de design com produção própria artesanal. A ideia colocada em prática todos os dias é desenvolver os mais variados desenhos, personalizando o produto para quem encomenda pelo site ou vai comprar na loja.

E-commerce em marketplace

Falando nisso, a empresa trabalha em um modelo totalmente omnichannel. Ou seja, é possível adquirir o produto no e-commerce e buscá-lo na loja. Mas leva tempo entre os processo. Para fazer um design, a equipe costuma levar de 10 a 20 dias, dependendo da complexidade e do tipo do produto ou desenho escolhido pelo cliente.

O consumidor pode escolher por uma criação mais complexa, totalmente nova ou algo que já esteja desenhado e exposto no site.

A venda omnichannel também ocorre com Regina Wharton, empresária dona da Regina Bijoux. Ela vende os produtos na internet e entrega na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, onde tem uma barraca para vender suas peças.

Por sinal, foi na praça onde tudo começou. “Comecei com minha mãe na Praça Benedito calixto. Ela vendia antiguidade e eu ficava com ela. Tinha 17 anos, na época  e comecei a vender lá as bijuterias que eu fazia”, diz Regina

O maior desafio do comércio online, na visão de Regina, foi aprender a lidar com a dinâmica: “Tirar foto, como tirar foto e se dispôr a aprender cada uma das novas coisas. E tudo leva tempo. E quanto mais tempo demora, mais lento é o retorno”.

Regina afirma que hoje as vendas pela internet são sua única fonte de renda. “Se não tivesse o e-commerce eu teria que arrumar um outro emprego para complementar a renda e eu não poderia pensar em me aposentar. Tudo o que eu estudei e me profissionalizei foi em cima do e-commerce”, enfatiza.

O que Tuli e Regina têm em comum é que ambas conseguiram se destacar ao descobrir um espaço online voltado para pequenos negócios. O marketplace foi o lugar ideal para conseguir divulgar seus produtos. Mas é preciso seguir algumas regras, como explica Carlos Curioni, CEO da Elo7.

“A gente permite que pessoas  que produzem seus próprio produtos e tenham sua própria criação, entrem no marketplace seguindo duas regras: A produção tem que ser em pequena escala (artesanal) e não pode ser de revenda.

Com este modelo de negócios, a Elo7 tem hoje 115 mil lojas cadastradas. É um verdadeiro paraíso dos pequenos negócios. Os lojistas ficam responsáveis pela entrega dos produtos e não pagam nenhum custo fixo pra manter a loja ativa. Porém, há um custo de comissão que está em 12% a serem pagos à Elo7.

Curioni explica a origem do nome: “Elo é o principal elemento do nome, que tem a ideia de juntar o comprador e o vendedor diretamente. E o 7 é uma questão mais mística, de número da sorte, as 7 cores, os 7 mares…”

Faz toda diferença

Para Regina, “Estar em um marketplace de pequenos faz toda a diferença, principalmente no começo. Ninguém começa colocando um site no ar, colocando produtos já sai vendendo. É preciso de muito apoio e aprendizado. E estar em um marketplace que entende os pequenos é muito importante. E faz diferença, sim”.

Tulli concorda: “Estar num marketplace voltado para pequenos faz toda a diferença. Ainda que a gente tenha uma concorrência muito grande. Entre o físico e o online, o que vale mais à pena é o online. Não precisa ter estoque e produz sob demanda”, conclui.