Muitas pessoas procuram a consultoria com uma ideia em mente. E quando a ideia ainda está nos primeiros estágios é que devemos planejar com cuidado para que problemas futuros sejam evitados. Um pré-projeto bem feito leva a um projeto melhor ainda.

O que é o pré-projeto?

Pré-projeto é utilizado para equalizar as ideias e colocar os pingos nos is.

“Penso em abrir”, “quero abrir”, “não sei o que fazer”, “não sei o que vender” e uma série de outros fatores.

E eu gosto de dar esse passo para trás e tentar entender ao máximo a concepção da ideia, para poder dar continuidade. Então, no pré-projeto, a gente vai abordar primeiro a concepção da ideia em si e tratá-la.

  • Por que você quer fazer isso?
  • Para que você quer fazer isso?
  • Como você vai fazer isso?

O que a gente valida após entender a ideia e dentro, ainda, do pré-projeto são os 9 pilares, que é a minha metodologia para estruturação de um projeto. E vou entender se a pessoa está apta a montar um planejamento:

  • Sabe o que quer vender
  • Sabe quem são os fornecedores
  • Sabe quem são os concorrentes diretos, indiretos e oportunos.
  • Orçamento

Orçamento

Recebo muitas perguntas, também, sobre o número ideal de orçamento que precisa ser investido. O orçamento que você vai investir funciona, durante um ano, como uma réplica do mês 12 de faturado que você vai ter.

Ou seja, no mês 12 de operação, você deve faturar proporcionalmente o valor que você investiu durante um ano. A partir dai, podemos ter algumas referências de investimento.

Expectativas e Resultados

Não há o que você esperar se você não definir metas. Mas, defina metas compatíveis com o seu plano inicial. Você não pode esperar que seu faturamento, no primeiro ano, seja gigantesco se o investimento inicial dele foi baixo. O que você espera desse negócio em diante? O quanto você pretende crescer? Qual o objetivo?

Pode parecer antecipação, mas na verdade, não. É preciso ter vontade de crescer e que sua loja se torne grande referência no mercado. Se não, seu e-commerce não vai passar de mais uma loja. Pode até ser que você ganhe dinheiro, mas sem vontade, o negócio cai. Depois disso a gente desenha o projeto e estipula etapas de execução.

Sistemas

Passou o planejamento, você analisa a parte sistêmica do seu negócio. Plataforma, ERP, gestão de estoque, se vai ter nesse primeiro momento ou não. Vai depender muito dos custos e o quanto você vai investir. Porque boa parte do dinheiro eu prefiro que você invista em duas fases:

  • Estoque

Esse é, com certeza, um dos maiores gastos do e-commerce que está começando. Sim, lojas virtuais são diferentes de lojas físicas, mas não significa que você não precisa ter estoque.

Os consumidores, cada vez mais, querem entregas rápidas. E se comprar na sua loja significa esperar o produto ser fabricado, pode refletir em seus números de conversão e venda.

  • Investimento em marketing

Não adianta ter produto se não tiver dinheiro para divulgá-lo ou para investir em ferramentas de recuperação de carrinho, por exemplo.

Equipe

Dentro do seu plano de equipe é preciso pensar em quais profissionais vão ocupar quais cargos. Neste passo, já é preciso estruturar um plano de crescimento.

É possível começar seu e-commerce com uma equipe mais reduzida, porém, se você acha que consegue tocar o negócio sozinho, pois não quer “crescer”, não aconselho abrir um e-commerce. É preciso ter fome para crescer.

Comunicação Visual

Não é apenas sobre fazer uma loja bonita. O design do seu site, além de bonito, tem que ser funcional. Lembre-se que o cliente estará sozinho na hora de fazer as compras. Se, por algum motivo, ele não entender algum dos passos ou o site não for intuitivo, o consumidor desiste da compra.

É através da comunicação visual, também, que você chama atenção para sua loja. Um site mal desenhado e que não facilita a vida do consumidor perde conversões.

Conteúdo

Fomentar suas páginas com conteúdo relevante é de grande importância. Quando bem feitas, as descrições de produtos tornam mais fácil, no buscador, encontrar sua loja de acordo com as palavras-chaves. Há melhoria nas buscas orgânicas e você tem que investir menos em links patrocinados.

Outro grande motivo são os consumidores. Diferente de lojas físicas, nos quais existem vendedores, para esclarecer dúvidas e convencer o cliente a levar o produto, os e-commerces não possuem essa ferramenta. Por isso, as descrições precisam estar convincentes e explicativas.

Logística

Existem inúmeros parceiros de logística com quem você pode trabalhar no seu e-commerce.

No começo, porém, as opções são um pouco mais restritas devido ao número de pedidos ao mês da sua loja. Portanto, as condições não serão tão favoráveis assim.

Os correios, apesar de tudo, são sempre uma ótima opção.

Selos e segurança

Ainda existe uma certa desconfiança por parte da população sobre compras online. Se você não certificar que seu site tem os selos de segurança e que eles passem o sentimento de “lugar seguro” para os consumidores, as probabilidades de conversão caem.

Além disso, é preciso pensar em reputação, credibilidade e atendimento. A internet pode ser um lugar cruel quando falamos de reputação. Basta um deslize, para sua marca ir parar na “lista negra” dos internautas.

Seja sempre transparente com os consumidores. O atendimento também, afinal, é um dos únicos contatos que o consumidor tem

antes de realizar a compra. Os bots são sim muito práticos, mas lembre-se que do outro lado da tela existe um ser humano.

A humanização do atendimento pode levar ao aumento de faturamento e reputação da sua loja.

Pagamento

Parece ser a melhor parte, a de finalmente receber o dinheiro pela sua venda, mas, calma. Boas condições de pagamento são uma grande chave na hora da decisão da compra,  como parcelamento, bandeiras dos cartões etc.

É normal que no começo, sua loja não consiga grandes pechinchas para a melhoria dessas opções. E é justamente por isso que essa etapa tem que entrar na hora de considerar os investimentos do e-commerce.

Você não pode depender exclusivamente das vendas, pelo menos no começo, para fazer o dinheiro da sua loja rodar. É preciso de verba extra para que o e-commerce continue funcionando, principalmente pois você paga para receber o dinheiro das vendas.

Por fim, o marketing

Não adianta ter produtos incríveis se não tiver dinheiro para divulgá-los. Também não adianta ter o dinheiro da divulgação, se o estoque não foi bem feito.

O marketing é o último dos passos a ser validado, pois se nenhum dos anteriores estiver funcionando, o marketing não pode agir.

É como tentar cortar uma árvore com um machado cego. Você só se desgasta tentando cortar a árvore, quando seria muito mais fácil ter afiado o machado primeiro.

Tenha um bom pré-projeto

O pré-projeto funciona como um validador, um guia, para o próprio dono do e-commerce entender o plano de ação.

É, também, o momento de avaliar as potenciais ideias e se elas serão viáveis.

Assim, você evita o encontro de problemas desnecessários que poderiam ser evitados, quando todos os passos são validados.